Pagamento a Portugal pela Independência
2 milhões de libras
Pago por Dom Pedro I em 1825 pelo reconhecimento da Independência, com dinheiro emprestado pela Inglaterra.
Do desembarque da frota de Cabral, em 1500, à Proclamação da República, em 1889, os monarcas, governadores e conflitos que moldaram o território e o Estado brasileiro.
Os valores que dão a escala do período. Cada número mostra de onde veio.
2 milhões de libras
Pago por Dom Pedro I em 1825 pelo reconhecimento da Independência, com dinheiro emprestado pela Inglaterra.
200 contos de réis
Estimativa do valor em metais preciosos e joias que saíram dos cofres do banco com a volta da corte a Portugal.
cerca de 1,5 milhão
Cerca de 15% da população, segundo o primeiro censo do país.
33,6 milhões de libras
Subiu com os empréstimos tomados em Londres desde a Independência.
Cinco peças de como a Coroa e depois o Império arrecadavam, concediam privilégios e dividiam o poder.
A Coroa cobrava o quinto do ouro, arrendava a contratadores a exploração dos diamantes a partir de 1739 e mantinha monopólios. O alvará de 1750 fixou para Minas uma cota de cem arrobas de ouro por ano, com derrama se a cota não fosse atingida.
O contrabando de ouro e diamantes está documentado e envolvia até funcionários da Coroa. A cota de Minas subiu de 30 arrobas, em 1714, para 100, em 1735. A derrama anunciada em 1789 e suspensa em março esteve na origem da Inconfidência Mineira.
Contratos de diamantes e de pau-brasil davam exclusividade a particulares, as companhias de comércio de 1755 e 1759 tinham monopólio sobre o comércio do Norte, e a Coroa vendia ofícios, como um cargo da Fazenda do Rio de Janeiro, em 1714, por 40 mil cruzados.
A Lei de Terras de 1850 passou a permitir a posse de terra só por compra, mas os grandes proprietários não registraram suas terras e o efeito foi fraco. O Estado garantiu juros de 5% às ferrovias em 1852 e de até 7% em 1873, pagos pelo orçamento. Pela lei de 1860, criar uma sociedade anônima passou a exigir autorização por lei ou por decreto do Executivo, e abrir um banco de emissão, autorização do Legislativo.
A Constituição de 1824, outorgada por Dom Pedro I, dividiu o poder em Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador, este nas mãos do imperador. O Ato Adicional de 1834 criou assembleias provinciais, a Lei de Interpretação de 1840 as limitou e o Conselho de Estado voltou em 1841.
A Lei Eusébio de Queirós reprimiu o tráfico de africanos em 1850, e a mão de obra passou a vir do comércio entre as províncias. O censo de 1872 contou cerca de 1,5 milhão de escravizados. A Lei do Ventre Livre (1871) e a dos Sexagenários (1885) libertaram por etapas, e a Lei Áurea (1888) extinguiu a escravidão sem indenização aos senhores. O Império acabou em 15 de novembro de 1889, com a Proclamação da República.
Agrupado pela função na data do fato.
Os 78 registros em ordem. Cada um tem a própria fonte.
Ninguém com esse nome.
Nenhum registro com as pessoas marcadas.
A armada de treze navios que seguia para Calicute alcançou o litoral do atual Brasil em 22 de abril de 1500 e o comunicou ao rei Dom Manuel I por carta.
Reinado Estabelece feitorias em Pernambuco, na Bahia e em Cabo Frio (1502) e concede a Fernando de Noronha, em 1504, a primeira capitania da colônia.
Reinado Cria as capitanias hereditárias em 1532, instala o Governo-Geral na Bahia em 1549 e, na mesma década, os jesuítas chegam à colônia.
Ato do Executivo Em 1534 a Coroa portuguesa deu início ao sistema de capitanias hereditárias no Brasil, com doações como a de Pernambuco, a Duarte Coelho, e criou os cargos para administrá-las.
Ato do Executivo Em 1548 a Coroa portuguesa instalou o governo-geral no Brasil, com sede na Bahia, e criou regimentos e alfândegas; Tomé de Sousa foi nomeado o primeiro governador-geral em 1549.
Primeiro governador-geral, funda Salvador em 1549, distribui sesmarias, traz gado de Cabo Verde e percorre o sul com o padre Manuel da Nóbrega, quando é fundado o colégio jesuíta de Piratininga.
Segundo governador-geral do Brasil; no seu governo nascem o Colégio de São Paulo, em 1554, e a França Antártica na Guanabara, em 1555.
Terceiro governador-geral: expulsa os franceses da Guanabara, tem o Rio de Janeiro fundado em 1565 por seu sobrinho Estácio de Sá e se alia aos jesuítas no aldeamento indígena.
Divide o Brasil em dois governos-gerais em 1572, reunifica-os em 1577 e, em 1575, uma bula papal cria a prelazia do Rio de Janeiro.
Rei por menos de dois anos, sem ato registrado voltado ao Brasil; morre sem herdeiros em 1580 e abre a União Ibérica.
Reinado Cria a capitania da Paraíba em 1585 e recebe a primeira visita da Inquisição ao Brasil em 1591, já na União Ibérica.
Em 1609 é criada a Relação da Bahia, primeiro tribunal de apelação da colônia; entre 1612 e 1616 há uma colônia francesa no Maranhão, período em que é fundada Belém.
Em 1621 o Maranhão foi separado administrativamente do Estado do Brasil, depois de a Coroa criar para a região um governador e um ouvidor-geral.
Os holandeses ocupam a Bahia em 1624 e Pernambuco em 1630, e Nassau chega ao Recife em 1637.
Os holandeses ocupam Salvador em 1624 e se rendem em abril de 1625.
Os holandeses ocupam Pernambuco em 1630 e se rendem na Campina da Taborda em 1654.
Reinado Cria o Conselho Ultramarino (1642) e a Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649); os holandeses se rendem em Pernambuco em 1654.
Em julho de 1642, no reinado de Dom João IV, um decreto criou o Conselho Ultramarino, em Portugal, e lhe deu regimento.
Quilombo organizado a partir de 1644, destruído em 1695 com a derrota e a morte de Zumbi.
O Conde de Óbidos vira vice-rei em 1663, a Coroa regulamenta correios e capitães-mores no Brasil e cria a capitania de Joanes em 1665.
Em 1680 é fundada a Colônia do Sacramento e uma carta de lei abole a escravidão dos índios; em 1694 chegam as primeiras notícias de ouro em Minas Gerais.
Tratado entre Portugal e Inglaterra que abriu os mercados portugueses e coloniais aos tecidos ingleses em troca de tarifas menores para os vinhos portugueses.
Reinado Reinado do ouro no Brasil: guerra dos Emboabas (1707-1709), dos Mascates (1710-1711), invasão francesa do Rio e Tratado de Madri em 1750.
Conflito armado entre paulistas e recém-chegados pelo controle das minas de ouro, encerrado em 1709 com perdão régio e a criação da capitania de São Paulo e Minas de Ouro.
Conflito em Pernambuco entre comerciantes portugueses do Recife e senhores de engenho de Olinda, após a elevação do Recife a vila, em 1710.
Lei de 1719 que autorizou novas casas de fundição em Minas Gerais e passou a cobrar o quinto sobre o ouro em pó.
Vice-rei que promoveu a farinha de mandioca e o gado, melhorou caminhos de muares e fundou em Salvador a Academia Brasílica dos Esquecidos, em 1724.
Governou o Rio de Janeiro por quase trinta anos: construiu o Aqueduto da Carioca e chefiou a demarcação do Tratado de Madri, de 1750.
Acordo de limites entre Portugal e Espanha na América, que trocou a Colônia de Sacramento pelos Sete Povos das Missões e fixou a maior parte das fronteiras da América portuguesa.
Sob Pombal, os jesuítas são expulsos em 1759, o Grão-Pará e Maranhão é dividido e a capital da colônia vai para o Rio de Janeiro em 1763.
Criação, no reinado de Dom José I, da Companhia do Grão-Pará e Maranhão (1755) e da de Pernambuco e Paraíba (1759), com monopólio do comércio das capitanias.
Lei de setembro de 1759, do reinado de Dom José I, expulsou a Companhia de Jesus de todos os domínios da Coroa portuguesa, por decisão do Marquês de Pombal.
Primeiro vice-rei a governar do Rio de Janeiro, sede da colônia desde 1763; fortificou a cidade e iniciou o Arsenal de Marinha.
Vice-rei que fundou a Academia Científica do Rio de Janeiro, em 1772, incentivou anil e seda e organizou a defesa do sul em 1775.
Em 1774 o Estado do Grão-Pará e Maranhão, criado em 1751 com sede em Belém, foi extinto, com a separação da capitania do Maranhão e Piauí da do Pará.
O alvará de 1785 proíbe manufaturas no Brasil; a Conjuração Mineira (1789) é reprimida e a Conjuração Baiana começa em 1798.
Revolta Conspiração em Minas Gerais denunciada em 1789, que levou à execução de Tiradentes em 1792.
Reprimiu a Inconfidência Mineira (Tiradentes, 1792), fechou a Sociedade Literária do Rio em 1794 e aprovou o primeiro Regulamento de Higiene, em 1797.
Conspiração contra o domínio português na Bahia, com quatro líderes executados em 1799.
Último vice-rei antes da família real: em 1806 é criado o Conselho de Justiça da colônia, que ele preside, e em 1807 a capitania do Rio Grande de São Pedro é desanexada da do Rio de Janeiro.
Ato do Executivo Carta régia do príncipe regente Dom João, escrita na Bahia, que abriu os portos do Brasil ao comércio de navios estrangeiros.
Evento A corte portuguesa, que deixou Lisboa no fim de novembro de 1807 por decisão de Dom João, chegou a Salvador em 22 de janeiro de 1808 e ao Rio de Janeiro em 7 de março.
Alvará do príncipe regente Dom João criou, no Rio de Janeiro, o Banco do Brasil, que funcionou de 1809 a 1829.
Carta de lei de Dom João, príncipe regente, que elevou o Estado do Brasil a reino e o uniu a Portugal e aos Algarves.
Reinado Transfere a corte para o Brasil em 1808, abre os portos e cria o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Levante iniciado no Recife em março de 1817, com governo provisório dissolvido em maio.
Condições fixadas em 1817 para leiloar o corte do pau-brasil, com exclusividade por três anos a partir de 1818.
Combates entre tropas portuguesas e a resistência baiana, encerrados com a rendição portuguesa em 2 de julho de 1823.
Evento Dom Pedro proclamou a Independência às margens do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, e foi aclamado imperador em 12 de outubro.
Reinado Primeiro imperador: outorga a Constituição de 1824, reprime a Confederação do Equador e perde a Cisplatina em 1828, antes de abdicar em 1831.
Ato do Executivo Constituição imposta pelo imperador após dissolver a Constituinte. Pela primeira vez no Brasil, dividiu o poder em Legislativo, Executivo e Judiciário, e criou um quarto, o Poder Moderador, nas mãos do imperador.
Movimento republicano proclamado em Pernambuco em julho de 1824 e derrotado em novembro.
Guerra do Império contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, encerrada em 1828 com a criação do Uruguai.
Evento Tratado assinado no Rio de Janeiro pelo qual Portugal reconheceu a independência do Brasil, com indenização de dois milhões de libras.
Lei de 23 de setembro de 1829 que mandou liquidar o Banco do Brasil, extinto em 11 de dezembro.
Evento Em 7 de abril de 1831, Dom Pedro I abdicou do trono em favor do filho Pedro, de cinco anos, e deixou o Brasil em 13 de abril.
Governa de abril a junho de 1831, com Pedro II proclamado imperador em 9 de abril e a partida de Pedro I para a Europa em 13 de abril.
Cria a Guarda Nacional (1831), a Lei Feijó contra o tráfico (1831), o Código de Processo Criminal (1832) e o Ato Adicional (1834); em janeiro de 1835 começa a Cabanagem, em Belém.
Lei de 1832 que criou o júri, o juiz de paz eleito e o habeas corpus, em grande parte revertida em 1841.
Norma sancionada Lei nº 16, que criou as assembleias legislativas provinciais, a regência una e extinguiu o Conselho de Estado.
Revolta em Belém iniciada em janeiro de 1835, encerrada com a rendição do último líder em 1840.
Rebelião de africanos escravizados em Salvador, em 24 e 25 de janeiro de 1835.
Revolta no Rio Grande do Sul que durou de 1835 a 1845 e proclamou a República Rio-Grandense.
Reinado Regente único: em 1836 os farroupilhas proclamam a República Rio-Grandense, no Rio Grande do Sul, enquanto a Cabanagem continua no Pará.
Ocorrem a Sabinada e a Balaiada, é criado o Colégio Pedro II em 1837 e sai a Lei de Interpretação do Ato Adicional em 1840.
Em 23 de julho de 1840, a Assembleia Geral declarou a maioridade de Dom Pedro II, aos 14 anos, a pedido de senadores e deputados, e encerrou a Regência.
Reinado Começa com a maioridade aos 14 anos e termina com a Proclamação da República, em 1889.
Nova tarifa de importação criada em 1844 pelo ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, com alíquota modal de 30%.
Norma sancionada Lei nº 581, que tratou o tráfico de africanos escravizados como pirataria, sob pressão britânica.
Lei nº 601, que determinou que as terras devolutas só poderiam ser obtidas por compra ao Estado.
Decreto de 1852 que autorizou o governo a garantir juros de até 5% a uma companhia ferroviária, regime ampliado pelo Decreto nº 2.450, de 1873.
Lei nº 1.083, de 1860, que regulou bancos emissores, meio circulante e sociedades anônimas e passou a exigir autorização para abrir companhias.
Guerra Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai, de 1864 a 1870.
Norma sancionada Lei nº 2.040, que declarou livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de sua promulgação.
Estimativa de quatro milhões de africanos trazidos ao Brasil e 1,5 milhão de escravizados no censo de 1872.
Lei nº 3.270, ou Lei Saraiva-Cotegipe, que libertou os escravizados com mais de 60 anos mediante três anos de serviço aos senhores.
Lei nº 3.353, de dois artigos, que declarou extinta a escravidão no Brasil, sem indenização aos senhores.
Evento Revolta militar na Corte comandada pelo marechal Deodoro da Fonseca, que pôs fim ao Império e criou o Governo Provisório.
Os números, pagamentos e grupos acima vêm destas fontes. Os registros da linha do tempo trazem as suas.