Dom João VI governava como príncipe regente desde 1792 e tornou-se rei com a morte da mãe, Dona Maria I, em 20 de março de 1816. Foi aclamado no Rio de Janeiro em 6 de fevereiro de 1818.
Com a invasão francesa de Portugal, em 1807, a corte chegou a Salvador em janeiro de 1808. Seguiram-se a abertura dos portos às nações amigas, a liberação das manufaturas e a criação do Banco do Brasil, da Real Biblioteca, de escolas e de academias. A Carta de Lei de 16 de dezembro de 1815 criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Em 7 de março de 1821, um decreto anunciou a volta do rei a Portugal e deixou o filho Pedro como regente no Brasil. A corte partiu em 27 de abril, com cerca de 4 mil pessoas.3 Dom João VI morreu em Lisboa em 10 de março de 1826.
Antes da partida, o primeiro Banco do Brasil perdeu suas reservas. Saíram dos cofres metais preciosos e joias, estimados em 200 contos de réis.5 Há outra descrição do mesmo movimento: antes de voltar, o rei e a corte trocaram por moedas, metal e joias do banco todas as notas que possuíam, e a conversibilidade das notas foi suspensa a partir de julho. As notas emitidas entre 1813 e 1820 somavam 8.566 contos.7 Um decreto de 23 de março de 1821 transformou as dívidas do banco em dívida nacional, com diamantes e joias do Erário Régio como garantia, e o Tesouro devia ao banco cerca de 4.800 contos de réis, cerca do dobro do capital do banco. Depois da volta da corte, o banco ficou sem os fundos metálicos e os bens preciosos que guardava.6
Não há indicação de quem ordenou a retirada nem um total em cruzados, e os valores e as descrições variam de uma fonte para outra.