Entre o fim de 1788 e fevereiro de 1789, formou-se em Minas Gerais uma conspiração ligada à derrama que se esperava. Em março de 1789, Joaquim Silvério dos Reis denunciou o plano e a derrama foi suspensa. O levante nunca chegou a eclodir. O alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi preso.
Em abril de 1792, 29 réus foram sentenciados. Só Tiradentes foi executado: enforcado no Rio de Janeiro em 21 de abril de 1792, teve o corpo esquartejado e exposto no caminho entre Minas e o Rio. Cláudio Manoel da Costa morreu preso, e as outras penas de morte foram comutadas em exílio.
O caso ocorreu sob o reinado de Dona Maria I. O julgamento e a execução foram no governo do vice-rei Conde de Resende. O visconde de Barbacena governava Minas Gerais.
A causa imediata foi a derrama. Desde o alvará de 1750, a Coroa exigia de Minas uma cota de cem arrobas de ouro por ano, e a derrama cobraria de toda a população o que faltasse.2 Joaquim Silvério dos Reis, que era devedor da Coroa, foi quem denunciou os conspiradores. Como consequência da denúncia, a derrama foi suspensa em março de 1789.