Em 1844, o ministro da Fazenda Manuel Alves Branco estabeleceu uma nova tarifa para as alfândegas do Império. O objetivo era aumentar a receita e reduzir o déficit na balança comercial. Até então, as tarifas de 15% negociadas com a Grã-Bretanha e estendidas a outras nações limitavam a arrecadação. Com a nova tarifa, a alíquota modal do imposto de importação passou a 30%, com picos de até o dobro.
O efeito de curto prazo sobre a arrecadação foi menor do que se costuma supor: o peso do imposto de importação nas receitas ordinárias subiu de 51,2% para 53,2% em médias de cinco anos.2 A tarifa trouxe um relativo surto industrial.1
O governo vinha de déficits. Em contos de réis, a receita e a despesa foram de 17.567 e 24.969 em 1839-40, de 19.255 e 22.772 em 1840-41, de 18.415 e 21.879 em 1841-42, de 16.472 e 22.238 em 1842-43, de 21.114 e 25.947 em 1843-44 e de 24.539 e 25.635 em 1844-45. Em 1845-46 houve superávit, com 26.015 de receita e 24.464 de despesa.2