A Guerra dos Emboabas, travada de 1708 a 1709, opôs os bandeirantes paulistas aos portugueses e outros recém-chegados pelo controle da exploração das minas no sudeste da colônia.1 Em carta régia de 22 de agosto de 1709, o rei de Portugal registrou que os dois lados haviam agido com a força das armas, sem respeito às justiças régias. Acusou Manuel Nunes Viana e Bento do Amaral de usurpar a jurisdição, tirar o cargo de oficiais nomeados pela Coroa e promulgar bandos com pena de morte. O rei mandou conceder perdão geral aos envolvidos, menos a esses dois líderes.2
Em novembro de 1709, a capitania hereditária de São Vicente foi extinta e criada a capitania real de São Paulo e Minas de Ouro, separada da do Rio de Janeiro, com Antônio de Albuquerque como governador.1
Depois do perdão, o governo da capitania passou a distribuir terras em sesmaria nas minas, por ordem régia de 30 de maio de 1711. Os oficiais da Câmara de São Paulo haviam se queixado ao governador de que os paulistas, senhores de várias terras nos sertões das minas, tinham sido expulsos delas pelos forasteiros.3