Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga, e foi aclamado imperador em 12 de outubro do mesmo ano.
O período teve a Constituição de 1824 e a repressão à Confederação do Equador. A Guerra da Cisplatina terminou em 1828 com a independência do Uruguai. O reconhecimento da Independência por Portugal envolveu uma indenização, com mediação inglesa. Em 1826, Dom Pedro foi aclamado Pedro IV em Portugal e depois renunciou a essa coroa.
Em 7 de abril de 1831, abdicou do trono brasileiro, voltou à Europa em um navio francês e deixou no Brasil o filho, então com cinco anos de idade.
A abdicação teve como causas o autoritarismo do imperador; a pressão sobre as finanças, com os custos da guerra de independência, da Confederação do Equador, da indenização a Portugal e da Guerra da Cisplatina; o orçamento que nunca chegou a ser votado; e a questão da sucessão portuguesa.2 A indenização veio do tratado de 1825, e o primeiro Banco do Brasil foi liquidado por lei em 1829, ainda no reinado.
Entre 13 e 15 de março de 1831, a festa pela volta do imperador de uma viagem a Minas Gerais terminou em choques entre portugueses e brasileiros no Rio de Janeiro, as Garrafadas. O episódio passou a ser visto como prova da preferência do imperador pelos portugueses.3
Mídias 1
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Bandeira do Império do Brasil, 1822 a 1853, a partir de desenho de Jean-Baptiste Debret. Foto · Feitidede, a partir de Jean-Baptiste Debret / Wikimedia Commons (Domínio público)