Sob a política do Marquês de Pombal, no reinado de Dom José I, foram criadas duas companhias sediadas em Lisboa: a do Grão-Pará e Maranhão, em 1755, e a de Pernambuco e Paraíba, em 1759. Elas faziam parte do esforço de dirigir e controlar a economia colonial, estimular a produção e o comércio de drogas do sertão no Norte e levar mão de obra africana escravizada no lugar da indígena.
Companhias desse tipo tinham monopólio sobre o comércio e a navegação das capitanias e direitos fiscais, e algumas tinham força militar. A do Grão-Pará foi lucrativa na maior parte de sua existência, e três quartos da produção do estado eram exportados por ela, o que provocou protestos de comerciantes particulares.1