Estimativa de pagamento do FGC
R$ 40,6 bi
Valor que o FGC estima pagar a cerca de 800 mil credores do Master, o maior pagamento da história do fundo.
Liquidação do Banco Master em novembro de 2025 e a Operação Compliance Zero, que apura vendas de carteiras de crédito a bancos públicos, aplicações de fundos de previdência e pagamentos a escritórios e agentes públicos.
Os valores que dão a escala do caso. Cada número mostra de onde veio.
R$ 40,6 bi
Valor que o FGC estima pagar a cerca de 800 mil credores do Master, o maior pagamento da história do fundo.
R$ 16,7 bi
Valor que o BRB transferiu ao grupo Master entre julho de 2024 e outubro de 2025, segundo o MPF.
R$ 3,7 bi
Aplicação do fundo estadual do Rio de Janeiro em papéis do Master.
R$ 27,7 bi
Valor que a Justiça autorizou bloquear e sequestrar nas seis primeiras fases da Operação Compliance Zero, até maio de 2026.
Descrição reunida das fontes. São hipóteses das autoridades, ainda sob apuração, e a defesa de Daniel Vorcaro as contesta.378
Descrição baseada no que MPF, PF e Banco Central teriam apontado, conforme as reportagens citadas. Ninguém foi condenado até 31 OUT 2026.
O banco captava recursos de investidores com Certificados de Depósito Bancário que pagavam bem acima da média do mercado.
Segundo o MPF, o Master revendeu ao BRB, por R$ 12,2 bilhões, carteiras de crédito que adquirira de uma empresa chamada Tirreno, cujos créditos não puderam ser confirmados.
Do total pago pelo BRB, R$ 5,5 bilhões foram "prêmio". O BRB só cancelou o negócio depois de pagar, e seguiu transferindo recursos ao Master por outros créditos.
A decisão de Mendonça cita consultoria informal de dirigentes do Banco Central ao grupo, e dados da Receita Federal mostram contratos com escritórios e consultorias ligados a figuras públicas.
Valores que o Banco Master declarou à Receita Federal, em dados enviados à CPI do Crime Organizado e noticiados pela imprensa em 8 de abril de 2026. Um pagamento não indica, por si só, irregularidade.
Valor informadoFaixa, quando a fonte dá mínimo e máximo
| Quem recebeu | Ligação | Período | Contrato | Valor |
|---|---|---|---|---|
| Barci de Moraes Sociedade de Advogados (Viviane Barci de Moraes) | sócia do escritório e esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF | FEV 2024 – NOV 2025 | Serviços advocatícios. O escritório diz que os dados são incorretos e foram vazados ilicitamente | R$ 80,2 mi |
| Henrique Meirelles | contrato em nome próprio, ex-ministro da Fazenda | MAR 2024 – JUL 2025 | Consultoria em macroeconomia, em caráter opinativo, segundo ele (outra reportagem registra R$ 8 mi) | R$ 18,5 mi |
| MV Projetos e Consultoria (Marconi Perillo) | empresa de Marconi Perillo, ex-governador de Goiás | 2022 – 2025 | Consultoria | R$ 14,5 mi |
| Pollaris Consultoria (Guido Mantega) | empresa de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda | 2024 – 2025 | Consultoria econômico-financeira, segundo Mantega | R$ 14 mi |
| Temer Advogados Associados | escritório do ex-presidente Michel Temer, que contesta o valor | 2025 | Atividade jurídica de mediação, segundo Temer (R$ 10 mi declarados, ele diz ter recebido R$ 7,5 mi) | R$ 7,5 a 10 mi |
| Dois escritórios de Antônio Rueda | escritórios de Antônio Rueda, presidente do União Brasil. As reportagens não informam os nomes e o entorno dele diz que os dados foram vazados ilicitamente | 2023 | Serviços jurídicos. O União Brasil diz que foram de caráter estritamente técnico | R$ 6,4 mi |
| Lewandowski Advocacia | escritório hoje dirigido pela família de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF | NOV 2023 | Serviços de advocacia, ao menos R$ 6,1 mi segundo a imprensa. Ele deixou o escritório em janeiro de 2024 | R$ 6,1 mi |
| A&M Consultoria Ltda. | empresa ligada a ACM Neto. O União Brasil diz que os serviços foram de caráter estritamente técnico | 2023 – 2025 | Consultoria | R$ 5,45 mi |
Agrupado pela função na data do fato. Aparecer aqui não significa ter cometido irregularidade.
Os 77 registros em ordem. Cada um tem a própria fonte.
Ninguém com esse nome.
Nenhum registro com as pessoas marcadas.
Transação Segundo o Ministério Público Federal, R$ 12,2 bilhões pagaram carteiras de crédito compradas de uma empresa chamada Tirreno. A defesa diz que o BRB aprovou as compras segundo normas técnicas.
O BRB informou o mercado, disse que pediria as razões técnicas e que desfaria o contrato.
Operação policial A Compliance Zero mirou a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito ao BRB. A defesa nega que ele tentasse fugir.
Decisão regulatória A liquidação extrajudicial saiu no mesmo dia da operação da PF e um dia depois de a Fictor anunciar a compra do banco.
Decisão judicial O STF rejeitou o pedido em sessão fechada, mas o inquérito foi redistribuído no mesmo dia.
Operação policial Na primeira decisão como relator, ele também afastou servidores do Banco Central. A defesa nega as acusações.
Operação policial Paulo Henrique Costa é suspeito de aprovar negócios sem lastro com o Master em troca de vantagens, entre elas seis imóveis. A defesa nega.
Operação policial A decisão de Mendonça descreve repasses mensais de Vorcaro e uma emenda sobre o FGC escrita pela assessoria do banco. A defesa do senador nega.
Reportagem Mensagens, um áudio e um comprovante mostram US$ 10,6 milhões enviados a um fundo no Texas ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro. Flávio nega.
Operação policial Mendonça tirou o sigilo do relatório e quer levá-lo ao Plenário. Segundo a PF, a última edição da minuta do contrato de R$ 131 milhões foi feita por um usuário com o nome do ministro.
Decisão judicial O ministro alegou monitoramento ilegal dele e do advogado-geral da União. Na Segunda Turma, Fux e Nunes Marques formaram maioria, e Gilmar pediu vista.
Decisão judicial De manhã, Dino mandou reintegrar Andrei; à tarde, Fachin suspendeu as duas decisões, parou a Pet 16.662 e convocou o Plenário.
Decisão judicial Moraes acusou Mendonça de querer incluir seu nome na delação de Vorcaro, e Gonet negou proximidade com o banqueiro. O mérito não foi julgado.
Operação policial Relatório de 703 páginas diz que o Master vendeu ao BRB créditos sem comprovar que existiam e aponta Vorcaro como líder da organização criminosa.
Os números, pagamentos e grupos acima vêm destas fontes. Os registros da linha do tempo trazem as suas.