Em 16 de outubro de 2026, veio a público o depoimento de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos, à Polícia Federal em 1º de outubro. Ele fechou delação com a PGR, homologada por André Mendonça em setembro. Sua empresa fez sete repasses, entre janeiro e setembro de 2025, ao fundo Havengate, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Os valores somam US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 62,8 milhões na cotação de setembro de 2025.
Freixo disse que a demanda partiu de Fabiano Zettel e foi confirmada por Daniel Vorcaro. Afirmou que lhe apresentaram a operação como a compra de cotas de um fundo imobiliário nos Estados Unidos e que só soube do destino cinematográfico pela imprensa. Disse ainda que pediu o resgate do dinheiro e não teve resposta.
A PF contesta essa versão. Uma carta-acordo apreendida, da empresa de Calixto para a Entre Investimentos, trazia a justificativa de que "o tempo é essencial para a produção do filme". Para a PF, o documento está em aparente contradição com a fala do delator. No mesmo dia, a PF pediu a Mendonça mais 90 dias para a investigação, para fazer perícia contábil e analisar quebras de sigilo.
Os repasses teriam sido pedidos a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades no financiamento do filme.