Em 1º de setembro de 2026, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal de 218 páginas sobre o celular de Daniel Vorcaro e o enviou ao presidente do STF, Edson Fachin. Mendonça havia pedido à PF, em 24 de agosto, informações atualizadas sobre a investigação, e o material foi autuado como Pet 16.662. Para ele, os novos elementos devem ser analisados pelo Plenário, em sessão pública.
Segundo o relatório, Vorcaro enviou 52 mensagens, entre 2023 e 17 de novembro de 2025, a um número salvo como "Alexandre de Moraes BRASILIA" e atribuído pela PF ao ministro Alexandre de Moraes. As respostas não foram recuperadas. Em um trecho, Vorcaro sugere ter enviado a Moraes o contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes. Pelos metadados analisados pela PF, a última alteração na minuta, em 15 de janeiro de 2024, foi feita por um usuário identificado como "ministro Alexandre de Moraes".
O relatório descreve ainda um segundo contrato, de até R$ 50 milhões, entre o escritório e uma empresa de Vorcaro, pago em parte com cotas de empresas donas de um jato e de um helicóptero, cartões de crédito de R$ 300 mil para dois filhos de Moraes e ingressos VIP dados por Vorcaro a eles. Moraes nega ter atuado em favor de Vorcaro e diz que o segundo contrato não existe.